
A sonda New Horizons, da NASA, que foi a primeira a explorar Plutão e seus cinco satélites naturais de perto, em 2015, e depois sobrevoou o objeto Arrokoth, um dos mais antigos e distantes do Sistema Solar, em 2019, vai continuar sua jornada pelo espaço por pelo menos mais cinco anos. A agência espacial norte-americana anunciou que decidiu estender a missão da sonda até o final desta década, aproveitando sua posição única para responder perguntas importantes sobre a heliosfera, a bolha magnética que envolve o nosso sistema planetário.
A New Horizons foi lançada em 2006 com o objetivo principal de estudar o planeta anão Plutão e seus arredores, que fazem parte do Cinturão de Kuiper, um anel de objetos congelados que orbitam além de Netuno. Depois de cumprir essa missão com sucesso, a sonda seguiu viagem pelo Cinturão, onde encontrou o Arrokoth, um objeto formado por dois lobos que se uniram há cerca de 4,5 bilhões de anos, quando o Sistema Solar estava se formando. Esse foi o primeiro sobrevoo de um objeto do Cinturão de Kuiper na história da exploração espacial.
Agora, a NASA quer que a sonda continue coletando dados sobre a heliosfera, que é influenciada pelo vento solar e pela radiação cósmica. A New Horizons é a única nave espacial que pode medir a heliosfera a partir de uma distância tão grande do Sol, o que pode ajudar a entender melhor como ela protege o nosso sistema de partículas energéticas vindas do espaço interestelar. Além disso, a sonda também vai continuar observando outros objetos do Cinturão de Kuiper, caso algum deles esteja ao seu alcance.
A extensão da missão da New Horizons foi decidida após um período de incertezas sobre o seu destino. A NASA havia proposto mudar a sonda da divisão de Ciência Planetária para a de Heliofísica, o que afetaria os objetivos científicos da missão. O principal investigador da missão, Alan Stern, não concordou com a ideia, e defendeu que a sonda deveria continuar estudando o Cinturão de Kuiper, que ainda é pouco conhecido. A solução encontrada foi manter a sonda sob o apoio financeiro da divisão de Ciência Planetária, mas com o gerenciamento conjunto das duas divisões.
New Horizons está em bom estado e tem energia e combustível suficientes para operar até meados de 2050. Ela está atualmente a cerca de 7,5 bilhões de quilômetros da Terra, e se comunica com nosso planeta por meio de uma antena de 2,1 metros de diâmetro. A sonda leva cerca de sete horas para enviar e receber sinais de rádio. A sonda tem seis instrumentos científicos a bordo, que permitem fazer imagens, espectroscopia, medições de plasma, poeira e partículas energéticas.
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Concepção artística / Crédito: spacecraftearth

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