TESS INVESTIGA UM MISTÉRIO PLANETÁRIO

O satélite de caça a planetas da NASA, TESS, ou Transiting Exoplanet Survey Satellite, fez outra descoberta intrigante. Desta vez, um exoplaneta está localizado em um lugar onde não deveria estar, bem no meio de uma zona em que qualquer planeta deveria ter sido aniquilado por sua estrela.

A estrela HD 203949 está localizada a 257 anos-luz de distância e é uma estrela gigante do tipo K2, um pouco mais fria que o Sol. Viajando ao redor desta estrela está um grande planeta, o HD 203949b, que tem 8,2 vezes a massa de Júpiter e está em uma órbita circular de 184 dias.

Até aí, bem típico. Mas há algo de estranho no HD 203949b porque deveria ter sido engolido por sua estrela há muito tempo. Os limites de uma estrela, se expandem e se contraem ao longo do tempo. Quando a estrela gigante HD 203949 era mais jovem em sua fase gigante vermelha, seu “envelope” deveria ter coberto e destruído o planeta ,porém ele ainda está lá.

Impressão artística de um exoplaneta Júpiter quente, próximo de sua estrela.
C. Carreau / ESA

Os pesquisadores investigaram esse mistério mais de perto usando simulações em computadores. Eles criaram uma teoria de que o planeta deve ter começado mais longe da estrela e se aproximado dela com o tempo.

Em um comunicado o co-autor Dr. Dimitri Veras explicou:

“Determinamos como esse planeta poderia ter atingido sua localização atual e, para fazer isso, se o planeta tinha ou não de sobreviver dentro do envelope estelar da estrela gigante vermelha”. O trabalho lança uma nova luz sobre a capacidade de sobrevivência dos planetas quando suas estrelas-mãe começam a morrer e pode até revelar novos aspectos da física das marés”.

Essa descoberta de um planeta mudando sua órbita ao longo do tempo mostra quão complexas podem ser as relações nos sistemas planetários. 

“Este estudo é uma demonstração perfeita de como astrofísica estelar e exoplanetária estão ligadas”, disse o co-autor Dr. Vardan Adibekyan no mesmo comunicado. “A análise estelar parece sugerir que o HD 203949 está evoluído demais para ainda hospedar um planeta a uma distância orbital tão curta, enquanto, a partir da análise do exoplaneta, sabemos que o planeta está lá”.

“A solução para esse dilema científico está oculta no simples fato de que estrelas e seus planetas não apenas se formam, mas também evoluem juntos”, continuou o Dr. Adibekyan. “Nesse caso em particular, o planeta conseguiu evitar o envolvimento.”

Os resultados foram publicados no  Astrophysical Journal

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