
A tradicional e encantadora chuva de meteoros Perseidas, uma das mais intensas e aguardadas do calendário astronômico, está prestes a atingir seu pico entre as noites de 11 e 12 de agosto. No auge da temporada de céus claros do hemisfério norte, o fenômeno costuma oferecer um verdadeiro espetáculo de até 100 meteoros por hora, encantando observadores com rastros de luz e cor atravessando o céu noturno.
Mas este ano, a natureza reservou um obstáculo: a Lua estará 92% iluminada, em fase gibosa minguante, dominando grande parte do céu durante o pico da chuva. Segundo a American Meteor Society, isso “comprometerá severamente” a observação dos meteoros mais tênues. “Muitos deles se perderão no brilho lunar”, alerta Ed Krupp, diretor do Observatório Griffith, em Los Angeles.
Ainda assim, os céus poderão guardar surpresas. A NASA lembra que as Perseidas são conhecidas por produzirem bolas de fogo (meteoros particularmente brilhantes e duradouros) que podem ser visíveis mesmo com a interferência da luz da Lua. “Essas explosões intensas de luz e cor se originam de partículas maiores de material do cometa Swift-Tuttle”, explica a agência.
Aliás, é esse cometa, que passa pelo nosso sistema solar a cada 133 anos, que deixa a trilha de detritos responsável pelo fenômeno. Quando a Terra cruza essa nuvem cósmica, as partículas entram na atmosfera a alta velocidade e queimam, criando o espetáculo das Perseidas.
Para quem deseja assistir ao evento mesmo sob condições desafiadoras, Krupp aconselha: “Vá para locais afastados da poluição luminosa, como desertos e parques estaduais. Deite-se de costas, respire fundo e olhe para o céu.” Lugares como Joshua Tree, o Deserto de Mojave e o Parque Estadual do Deserto de Anza-Borrego são algumas das opções ideais para observação no sul dos Estados Unidos.
E para quem não conseguir ver este ano, há boas notícias à frente: em 2026, o céu promete um espetáculo ainda mais espetacular, com Lua nova coincidindo com o pico da chuva, o que deve proporcionar uma visão clara e vibrante de meteoros cruzando o céu.
Sobre a Imagem: Um balé celeste congelado no tempo: trilhas de estrelas traçam arcos no céu, enquanto a Lua crescente repousa serena entre elas. A longa exposição revela o giro da Terra, transformando a rotação do planeta em poesia luminosa. Crédito: Pixabay/CC0 Domínio Público
Fonte: https://phys.org/news/2025-07-perseid-meteor-shower-peaks-party.html

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