
A NASA revelou dois cenários alternativos para trazer amostras de Marte à Terra na década de 2030, buscando otimizar custos e prazos após descartar seu plano original. As amostras, coletadas pelo rover Perseverance na cratera Jezero, contêm preciosas rochas e solo marciano que podem ajudar a desvendar mistérios sobre a antiga habitabilidade do Planeta Vermelho.
Os novos planos visam superar os desafios do projeto anterior, que teria custos estimados em US$ 11 bilhões e levaria até 2040 para trazer as amostras de volta. Agora, os dois cenários propostos são:
1. Uso do Guindaste Aéreo da NASA: Inspirado na tecnologia utilizada para pousar os rovers Curiosity e Perseverance, este método usaria uma plataforma movida a foguete para lançar o veículo necessário até Marte. O custo está estimado entre US$ 6,6 bilhões e US$ 7,7 bilhões.
2. Aproveitamento de Transportes Comerciais Pesados: Empresas privadas como SpaceX e Blue Origin poderiam oferecer soluções para o lançamento e retorno das amostras. Essa opção tem custo previsto entre US$ 5,8 bilhões e US$ 7,1 bilhões.
Ambas as estratégias utilizam versões simplificadas dos elementos planejados anteriormente, incluindo um veículo menor para lançamento em Marte (Mars Ascent Vehicle) e uma plataforma de recuperação alimentada por gerador termoelétrico de radioisótopos, eliminando a necessidade de painéis solares.
Com o novo plano, os primeiros lançamentos podem ocorrer entre 2030 e 2031, com a chegada das amostras prevista para 2035 — ou, no mais tardar, até 2039. No entanto, o sucesso do projeto depende de US$ 300 milhões adicionais no orçamento da NASA para o atual ano fiscal e aumentos futuros para sustentar o ritmo da missão.
A China planeja lançar sua própria missão de retorno de amostras em 2028, o que adiciona pressão à NASA para avançar rapidamente. “Não acho que queremos que a única amostra de Marte chegue à Terra pela nave chinesa”, disse o administrador da NASA, Bill Nelson, destacando o caráter mais metódico da abordagem americana.
A exploração de Marte ganhou relevância política, com o ex-presidente Donald Trump expressando ambições de levar astronautas ao Planeta Vermelho até 2028. Essa meta ambiciosa, influenciada por Elon Musk e a SpaceX, poderia forçar novos ajustes nos planos da NASA.
A decisão final sobre o método será tomada em 2026, após um ano de estudos técnicos detalhados. Se bem-sucedida, a missão de retorno de amostras marcará um dos maiores marcos na exploração espacial, permitindo o estudo em laboratório de materiais que podem conter evidências de vida antiga em Marte.
Sobre a imagem: Foto estilo colagem das imagens mostrando tubos contendo amostras de Marte, coletadas pelo rover Perseverance da NASA. Créditos da imagem: NASA / JPL-Caltech / MSSS)

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