Uma ilustração de um satélite na órbita baixa da Terra (LEO).
Crédito da imagem: MARK GARLICK/SCIENCE PHOTO LIBRARY via Getty Images

A China está prestes a dar um grande passo em sua tentativa de competir com a Starlink de Elon Musk, ao lançar os primeiros 18 satélites de uma nova constelação de satélites de internet em órbita terrestre baixa (LEO). Este lançamento, parte do projeto “Thousand Sails Constellation”, é liderado pela empresa estatal Shanghai Spacecom Satellite Technology e visa criar uma rede global de banda larga similar à oferecida pela SpaceX.

A SpaceX atualmente possui mais de 6.200 satélites em LEO, uma zona que geralmente fica até cerca de 2.000 quilômetros acima da superfície da Terra. Os satélites Starlink orbitam tipicamente a uma altura de cerca de 550 km, permitindo que os dados se movam rapidamente entre os satélites e o planeta, o que é crucial para serviços de internet de alta velocidade, como vídeo, streaming e jogos online.

Em contraste, os serviços de satélite de internet mais antigos dependem de satélites geoestacionários que orbitam a distâncias quase 65 vezes maiores acima do planeta. Esses satélites são caros para lançar e têm uma latência alta, tornando-os ineficazes para aplicações que exigem altas taxas de dados.

Nos últimos anos, a China tem expressado preocupações crescentes sobre as potenciais ameaças à segurança nacional representadas pela constelação Starlink. O Exército de Libertação Popular Chinês especulou que, em caso de conflito com os EUA, a constelação Starlink poderia ser usada para rastrear mísseis hipersônicos, facilitar a comunicação de drones e caças furtivos com o solo e até mesmo destruir satélites chineses. A guerra na Ucrânia demonstrou o uso eficaz do Starlink para direcionar drones contra forças russas.

Além do projeto “Thousand Sails”, a China está explorando outras formas de neutralizar as capacidades da Starlink. Cientistas chineses delinearam recentemente um plano para montar lasers em submarinos para destruir satélites Starlink. O governo chinês estabeleceu uma meta de lançar 108 satélites para sua nova constelação este ano, com a ambição de ter 15.000 satélites em órbita até 2030.

Com este lançamento, a China não só demonstra sua capacidade tecnológica e ambições espaciais, mas também se posiciona como um competidor sério no fornecimento global de internet via satélite. O sucesso do projeto “Thousand Sails Constellation” poderá redefinir o equilíbrio de poder no espaço e na esfera das comunicações globais.

Este movimento estratégico marca o início de uma nova era na exploração e utilização do espaço, onde a competição não se limita mais aos países, mas também inclui gigantes tecnológicos privados.

Fonte: https://www.livescience.com/space/china-ready-to-launch-1st-satellite-in-constellation-that-will-rival-elon-musk-s-starlink


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